PRÓSTATA
MATA 1800 POR ANO
No âmbito do Dia Europeu das
Doenças da Próstata, a Associação Portuguesa de Urologia (APU) acaba
de divulgar os resultados de um estudo epidemiológico e assinar um
protocolo com a Associação Nacional de Farmácias (ANF) e a
Associação Portuguesa de Doentes da Próstata (APDP), com o objectivo
de melhorar os cuidados de saúde prestados aos doentes que sofrem de
patologias do foro urológico, nomeadamente o cancro da próstata,
doença silenciosa que mata 1800 Portugueses por ano.

O estudo encomendado pela APU revela
que 93% dos Portugueses já ouviram falar de cancro da próstata mas que
apenas 20% recorre a uma consulta médica para discutir o assunto com um
especialista. A vergonha em partilhar os sintomas de natureza sexual, o
receio de ser submetido a exames constrangedores, o medo do diagnóstico
de cancro e a ideia errada de que os problemas urinários são um fenómeno
natural do envelhecimento são os factores que mais contribuem para que
os homens, a apartir dos 50 anos, evitem consultar o médico para falar
da próstata. Um facto alarmante a salientar é que 74% dos inquiridos
apresenta pelo menos um sintoma, ainda que ligeiro, relacionado com este
órgão.
“Apesar das campanhas de rastreio e de
diagnóstico precoce, 50 a 70% dos doentes que chegam à consulta de
urologia, apresenta doença localizada avançada. É por este motivo, que é
urgente tomar medidas preventivas para evitar que esta realidade
continue a pautar o panorama nacional ao nível das doenças da próstata”
sublinha Francisco Rolo, Presidente da APU. O especialista acrescenta
ainda que “a partilha de informação entre
os profissionais de saúde e as associações de doentes é fundamental para
criar sinergias, de forma a que as intervenções sejam mais eficazes
junto dos doentes. Neste sentido, decidimos assinar um protocolo de
colaboração entre a APU, a ANF e a APDP, com o objectivo de contribuir
para uma melhoria do estado de saúde e qualidade de vida da população”.
O protocolo assinado hoje entre as três
entidades consiste na preparação de materiais informativos para o doente
e de apoio à intervenção farmacêutica, elaboração de normas de
intervenção no domínio das doenças da próstata, dinamização de acções de
sensibilização junto da população, organização de ciclos de formação
para farmacêuticos e outros profissionais de saúde e realização de
estudos farmacoepidemiológicos.

Este ano, para além do estudo
epidemiológico e do protocolo, a APU decidiu implementar uma terceira
iniciativa para assinalar o Dia Europeu das Doenças da Próstata.
Trata-se de uma acção de sensibilização da sociedade que vai consistir
na distribuição de informação sobre patologias do foro urológico, no
Parque das Nações, entre às 14h00 e as 19h00 no próximo Sábado, 15 de
Setembro, data em que se celebra a efeméride.
Sobre o cancro da próstata Em Portugal,
o cancro da próstata ocupa o terceiro lugar da incidência de doenças
oncológicas e o segundo em taxa de mortalidade. No nosso país é
responsável por cerca de 1800 mortes, por ano. No Sector da Saúde
Publica, estima-se que haverá no país, 130.000 casos. Com o natural
aumento da esperança de vida, estima-se que no futuro quase 40% dos
homens com mais de 50 anos virão a sofrer desta doença. Neste sentido, é
importante que os homens procurem despistar a patologia, a partir dos 45
anos e façam periodicamente, as análises do PSA ou outros auxiliares de
diagnóstico, tais como o toque rectal e as ecografias.

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