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Em 4 de Junho de 2009, em Turcifal,
Portugal, no decorrer do Congresso da Associação Portuguesa de
Urologia, realizou-se o 2º Simpósio Lusófono de Urologia.
O Simpósio foi moderado por Manuel
Mendes Silva e por Francisco Rolo, e teve a participação de Mário
Ronalsa Brandão Filho (Brasil), Sidónio Monteiro (Cabo Verde),
Manuel Videira (Angola), Igor Vaz (Moçambique), não tendo podido
comparecer Edgar Silveira (Goa).
Pelos representantes de cada país
foram apresentadas as suas realidades sócio-económico-culturais,
de saúde, médicas e urológicas, e foram discutidas ideias e
propostas concretas para incrementar e desenvolver o diálogo e
colaboração entre os vários países. Esses objectivos têm em vista
uma melhor assistência urológica aos doentes, uma colaboração e
intercâmbio científicos e, muito importante, um incremento no
trabalho conjunto no ensino da Urologia e da prática da
especialidade, quer relativamente aos Urologistas, quer aos
Médicos de Família, quer ainda a outros profissionais,
nomeadamente enfermeiros.
Incluem-se também trocas de
experiências na Educação para a Saúde e em aspectos
organizacionais, económicos e éticos. Foi manifestada a intenção
de fomentar nos PALOP a criação de Colégios ou Sociedades
Urológicas Nacionais, e iniciou-se o percurso no sentido de se
criar uma Pró-Confederação Lusófona de Urologia, que se possa
desenvolver e dialogar com outras congéneres e com as Sociedades
Científicas internacionais.
Quer nas apresentações efectuadas,
quer nas participações da assistência, infelizmente apenas com
cinco ou seis dezenas de colegas e com poucos jovens, houve
transmissão de experiências (realçamos a dum jovem urologista
português, Carlos Braz Silva, que em Moçambique vivenciou e
trabalhou durante alguns meses, e a dum jovem guineense, João
Badona, a terminar a sua formação urológica em Portugal), e
discussão de ideias e sugestões, estabelecendo-se um vivo, rico,
participado, e por vezes até emocionado, diálogo. |